o que acontece por baixo
do que me faz na pele,
embaixo
o que acontece soterrado
entre quinquilharias esquecido
postergado, adiado, não visto
o que acontece embaixo
do solo e desse véu
um coração pulsa
bate, espassa, solta e pula
corre entre meus dedos
ganha a multidão
perco meu som, que sangra e corre de mim
como um cachorro infeliz
de cuja coleira se livrou
Corre a galopes, a sentir o vento do mar
a brisa que toca o coração a saltar
o toque macio que faz recordar
a vida, ainda
há vida, ainda
meu amor, ainda

Nenhum comentário:
Postar um comentário