domingo, 30 de novembro de 2008

Deixo crescer o cabelo o bastante
até que se possa bem curto cortá-lo
a mania da mudança me acomete
e é uma pena que também me acometa essa porca linguagem
que ainda busca, ridiculamente, proximidade àlguns que admiro

que merda de cultura é essa que me faz prezar pela aparência, pelo bojo, até mesmo da linguagem? A superfície e não o conteúdo. Admirar quase sempre significa invejar, seja em bom ou mal sentido. De onde tiraram, afinal de contas, que tudo o que me apetece os sentidos ao ponto de me deixar enaltecida, admirada, é para ser imitado ou mesmo almejado?

As grandes bobagens e linguagens chulas fazem parte do que eu sou - e do que ser humano é. Adeus às prisões da fala e escrita.
Vou-me embora para Pasárgada!
(que pra mim sempre teve som de s, mesmo que tivesse que ter som de z)

Não quero "lembrar" ninguém, comparar-se a ou ser colocada no rol de. Sou peça única. A forma jogaram fora quando nasci, felizmente. Nem um irmão gêmeo ganhei para entrar em paradoxo.

Apenas Renata Santos.

Muito prazer.



Luna

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