
sábado, 6 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A solidão é uma coisa muito engraçada. Pega a gente de surpresa. De repente estamos bem, cantando alegremente a existência. No momento seguinte aquela pontada de tristeza anoitece o coração. Vai entender. Ele aperta, fica miúdo, quietinho, à espera de alguém que o sacuda.
Tô colocando meu coração à mostra. À espera de saculejadas.
Será que alguém se interessa por isso?
Luna
Tô colocando meu coração à mostra. À espera de saculejadas.
Será que alguém se interessa por isso?
Luna
a poesia tá em todo lugar
é tudo uma questão de olhar
e a rima nem foi proposital
hoje a poesia me visitou pelo olfato
era o cheiro de pão da casa da minha vó.
Não era qualquer pão. Nem qualquer cheiro.
Era pão de padaria, mas comprado pelo meu vô.
Era uma mesa comum, mas a da sala da vovó.
e aquele cheiro único, invadindo o meu pensamento de água na boca.
Luna
é tudo uma questão de olhar
e a rima nem foi proposital
hoje a poesia me visitou pelo olfato
era o cheiro de pão da casa da minha vó.
Não era qualquer pão. Nem qualquer cheiro.
Era pão de padaria, mas comprado pelo meu vô.
Era uma mesa comum, mas a da sala da vovó.
e aquele cheiro único, invadindo o meu pensamento de água na boca.
Luna
domingo, 30 de novembro de 2008
Tom Zé: "é, não são as outras não. São vocês que transam sem gozar".
estranho o mito da liberdade sem liberté, do sexo sem (será?) prazer e das fêmeas a-sexuadas (ou pelo menos a-orgasmáticas, quem sabe até a-clitorianáticas, seja lá como se diga isso).
Não só a culpa de Eva nos despenca à cabeça, pesando ao menos 3 mil kg em cada mulher. A modernidade e a revolução sexual trouxeram mais alguns kgs de maçazinhas.
Agora além do pecado original e do sexo como errado e despudorado - e quem dera esse pudesse ser um sentimento de verdadeiro despudor - evas modernas têm que se ver com mais uma obrigação: gozar.
Claro.
E não adianta vir com essa desculpa de sentir-se culpada (com o perdão do trocadilho)! Afinal de contas a revolução sexual libertou as fêmeas deste fardo e é impossível que com tantos peitos, bundas e sexo vendidos aos olhos alguém ainda tenha coragem de se sentir inseguro ou incerto. Aliás, o que que é isso mesmo?
A bem dizer posso me considerar típica mulherzinha moderna pra trepar. Morro de tesão (pelo menos na maioria das vezes), adoro provocar e atropelo etapas facilmente. Consumo e perco o mistério da saia no joelho logo no primeiro dia. Mantenho a pose de mulher sarada e tarada - a essas alturas louca pra dar e aliviar um pouco a agonia do tempo que passa, enlouquecida com minha própria vida - e pouco tempo de preliminares depois - afinal, tempo é dinheiro - e o enorme desejo de invasão se torna tão grande quanto irresistível. Só acho que nesse caso nossa grande máxima acaba se entortando. É verdade que a propaganda é a alma do negócio - será que é por isso que continuamos dando por aí? - mas o desfecho dessa história costuma ser um tanto quanto frustrante. Depois de tanta pele e superfície, de exibir toda a propaganda de si em míseros minutos, a invasão ocorre apenas superficialmente, por qualquer buraco que temos. Não importa o tamanho do instrumento da invasão - embora, é claro, a propaganda dos avantajados seja "naturalmente" (com tudo o que há de natural em uma propaganda) mais sedutora. Ela é sempre curta e desorganizada, como as tentativas de greve em Belo Horizonte. Tenta uma entrada aparentemente aprofundada mas de força invasora tão tímida que não só não passa despercebido como também infelicita toda a alma vitrinada minutos antes.
Por outro lado, vitrines também que somos de um sexo livre e selvagem, fugimos - como boas atrizes em palco público - mas o que será um palco privado?? - - para ter o homem que sobrevoa a cidade, inflado de ego, nos dando sossego ao menos temporário durante sua viagem.
Devo agradecer, no entanto, aos publicitários. Sem eles talvez já tivesse me entregado à vida monacal.
Ou aprimorado a intenção de gueixa imemorável.
Luna
estranho o mito da liberdade sem liberté, do sexo sem (será?) prazer e das fêmeas a-sexuadas (ou pelo menos a-orgasmáticas, quem sabe até a-clitorianáticas, seja lá como se diga isso).
Não só a culpa de Eva nos despenca à cabeça, pesando ao menos 3 mil kg em cada mulher. A modernidade e a revolução sexual trouxeram mais alguns kgs de maçazinhas.
Agora além do pecado original e do sexo como errado e despudorado - e quem dera esse pudesse ser um sentimento de verdadeiro despudor - evas modernas têm que se ver com mais uma obrigação: gozar.
Claro.
E não adianta vir com essa desculpa de sentir-se culpada (com o perdão do trocadilho)! Afinal de contas a revolução sexual libertou as fêmeas deste fardo e é impossível que com tantos peitos, bundas e sexo vendidos aos olhos alguém ainda tenha coragem de se sentir inseguro ou incerto. Aliás, o que que é isso mesmo?
A bem dizer posso me considerar típica mulherzinha moderna pra trepar. Morro de tesão (pelo menos na maioria das vezes), adoro provocar e atropelo etapas facilmente. Consumo e perco o mistério da saia no joelho logo no primeiro dia. Mantenho a pose de mulher sarada e tarada - a essas alturas louca pra dar e aliviar um pouco a agonia do tempo que passa, enlouquecida com minha própria vida - e pouco tempo de preliminares depois - afinal, tempo é dinheiro - e o enorme desejo de invasão se torna tão grande quanto irresistível. Só acho que nesse caso nossa grande máxima acaba se entortando. É verdade que a propaganda é a alma do negócio - será que é por isso que continuamos dando por aí? - mas o desfecho dessa história costuma ser um tanto quanto frustrante. Depois de tanta pele e superfície, de exibir toda a propaganda de si em míseros minutos, a invasão ocorre apenas superficialmente, por qualquer buraco que temos. Não importa o tamanho do instrumento da invasão - embora, é claro, a propaganda dos avantajados seja "naturalmente" (com tudo o que há de natural em uma propaganda) mais sedutora. Ela é sempre curta e desorganizada, como as tentativas de greve em Belo Horizonte. Tenta uma entrada aparentemente aprofundada mas de força invasora tão tímida que não só não passa despercebido como também infelicita toda a alma vitrinada minutos antes.
Por outro lado, vitrines também que somos de um sexo livre e selvagem, fugimos - como boas atrizes em palco público - mas o que será um palco privado?? - - para ter o homem que sobrevoa a cidade, inflado de ego, nos dando sossego ao menos temporário durante sua viagem.
Devo agradecer, no entanto, aos publicitários. Sem eles talvez já tivesse me entregado à vida monacal.
Ou aprimorado a intenção de gueixa imemorável.
Luna
Deixo crescer o cabelo o bastante
até que se possa bem curto cortá-lo
a mania da mudança me acomete
e é uma pena que também me acometa essa porca linguagem
que ainda busca, ridiculamente, proximidade àlguns que admiro
que merda de cultura é essa que me faz prezar pela aparência, pelo bojo, até mesmo da linguagem? A superfície e não o conteúdo. Admirar quase sempre significa invejar, seja em bom ou mal sentido. De onde tiraram, afinal de contas, que tudo o que me apetece os sentidos ao ponto de me deixar enaltecida, admirada, é para ser imitado ou mesmo almejado?
As grandes bobagens e linguagens chulas fazem parte do que eu sou - e do que ser humano é. Adeus às prisões da fala e escrita.
Vou-me embora para Pasárgada!
(que pra mim sempre teve som de s, mesmo que tivesse que ter som de z)
Não quero "lembrar" ninguém, comparar-se a ou ser colocada no rol de. Sou peça única. A forma jogaram fora quando nasci, felizmente. Nem um irmão gêmeo ganhei para entrar em paradoxo.
Apenas Renata Santos.
Muito prazer.
Luna
até que se possa bem curto cortá-lo
a mania da mudança me acomete
e é uma pena que também me acometa essa porca linguagem
que ainda busca, ridiculamente, proximidade àlguns que admiro
que merda de cultura é essa que me faz prezar pela aparência, pelo bojo, até mesmo da linguagem? A superfície e não o conteúdo. Admirar quase sempre significa invejar, seja em bom ou mal sentido. De onde tiraram, afinal de contas, que tudo o que me apetece os sentidos ao ponto de me deixar enaltecida, admirada, é para ser imitado ou mesmo almejado?
As grandes bobagens e linguagens chulas fazem parte do que eu sou - e do que ser humano é. Adeus às prisões da fala e escrita.
Vou-me embora para Pasárgada!
(que pra mim sempre teve som de s, mesmo que tivesse que ter som de z)
Não quero "lembrar" ninguém, comparar-se a ou ser colocada no rol de. Sou peça única. A forma jogaram fora quando nasci, felizmente. Nem um irmão gêmeo ganhei para entrar em paradoxo.
Apenas Renata Santos.
Muito prazer.
Luna
Nenhuma pureza tenho
pra ser infringida pelo teu ser
Apenas tristeza de saber-te pra sempre
impossível.
Impossível o desejo
Impossível o amor de homem e mulher
Impossível o sexo reparador
e avassalador
Tua escolha não é apenas outra mulher
Escolheste, sem ainda saber,
a difícil vida entre iguais
E nada em minha existência
feminina
poderia aplacar esta sede
Foi-se embora um mundo construído
sob pilares de puro ar
que o mais brando sopro de vento
leva embora
o que me aflige é a injustiça do teu ser.
A tão justa injustiça da vida
que te põe ao meu lado
só pra provar
que este lado jamais ocorreu.
Luna
pra ser infringida pelo teu ser
Apenas tristeza de saber-te pra sempre
impossível.
Impossível o desejo
Impossível o amor de homem e mulher
Impossível o sexo reparador
e avassalador
Tua escolha não é apenas outra mulher
Escolheste, sem ainda saber,
a difícil vida entre iguais
E nada em minha existência
feminina
poderia aplacar esta sede
Foi-se embora um mundo construído
sob pilares de puro ar
que o mais brando sopro de vento
leva embora
o que me aflige é a injustiça do teu ser.
A tão justa injustiça da vida
que te põe ao meu lado
só pra provar
que este lado jamais ocorreu.
Luna
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
a luz cega nossos olhos.
a retina se contrái, tímida
diante de tanto mundo
o coração disparado
traz consigo a força
da vida. do medo.
do encontro.
arte é encontro
de desejo, esperança
público, platéia, compositor
amor e ódio
vulcão e lagoa.
vai embora daqui!
leve consigo esta obrigação
de ter o que dizer
de parecer legal
ou inteligente
vai embora com suas regras e formas
meu coração não quer se adaptar!
não há necessidade.
já sou livre.
sinto livre.
penso livre.
amo livre.
Expulso os quadros e réguas
meus limites não são mensuráveis.
O que é o metro frente ao infinito?
que é esse medo da crítica
que paralisa
conserva
eternamente
entediante?
livrai-nos dos grilhões
da inteligência e da sensibilidade
deixai-nos ser, simplesmente.
Livres. Leves. Soltos
Gente, humana.
Errada, incerta, torta.
E linda.
Luna
a retina se contrái, tímida
diante de tanto mundo
o coração disparado
traz consigo a força
da vida. do medo.
do encontro.
arte é encontro
de desejo, esperança
público, platéia, compositor
amor e ódio
vulcão e lagoa.
vai embora daqui!
leve consigo esta obrigação
de ter o que dizer
de parecer legal
ou inteligente
vai embora com suas regras e formas
meu coração não quer se adaptar!
não há necessidade.
já sou livre.
sinto livre.
penso livre.
amo livre.
Expulso os quadros e réguas
meus limites não são mensuráveis.
O que é o metro frente ao infinito?
que é esse medo da crítica
que paralisa
conserva
eternamente
entediante?
livrai-nos dos grilhões
da inteligência e da sensibilidade
deixai-nos ser, simplesmente.
Livres. Leves. Soltos
Gente, humana.
Errada, incerta, torta.
E linda.
Luna
Conversas na madrugada II
O que é ser artista afinal de contas?
O que é que a gente pode fazer no mundo?
Como atingimos as pessoas?
Como saber se o que fazemos faz alguma diferença nesse mundo de deus?
Ahh! esse enorme eterno deus e o universo ao redor que nos põe a infinita pergunta!
o que somos?? ora onde vamos?? o que acontecerá na hora que a matéria não mais existir e nosso corpo estiver decepado? Virado resto. Comida de bactéria.
Que ligação é essa com o mundo? Com a vida? Com todo mundo em volta que é inescapável e que parece inexistir para muitos em volta?
destino irônico este..
lutar sozinha contra a solidão!
lutar sozinha contra o desvínculo!
será que isso realmente faz sentido?
Luna
O que é que a gente pode fazer no mundo?
Como atingimos as pessoas?
Como saber se o que fazemos faz alguma diferença nesse mundo de deus?
Ahh! esse enorme eterno deus e o universo ao redor que nos põe a infinita pergunta!
o que somos?? ora onde vamos?? o que acontecerá na hora que a matéria não mais existir e nosso corpo estiver decepado? Virado resto. Comida de bactéria.
Que ligação é essa com o mundo? Com a vida? Com todo mundo em volta que é inescapável e que parece inexistir para muitos em volta?
destino irônico este..
lutar sozinha contra a solidão!
lutar sozinha contra o desvínculo!
será que isso realmente faz sentido?
Luna
Conversas na madrugada
essa dor...
é esse amor incontrolável que explode por dentro!
que aumenta irremediavelmente
a cada experiência de alegria e felicidade.
O que é isso?
É vida!
É a mais completa experiência de vida que posso ter!
É sangue. O vermelho da flor.
O amor que me corre nas veias.
E é por isso que preciso
é por isso que preciso da arte.
E por isso sinto que não já não sei o que fazer de mim.
Não sei mais como aquietar este ser.
Não sei como deixar de ser
pétala vermelha em flor branca
ovelha negra.. ou rubra quem sabe.
Vinho inebriante.
Completamente sóbria.
Luna
é esse amor incontrolável que explode por dentro!
que aumenta irremediavelmente
a cada experiência de alegria e felicidade.
O que é isso?
É vida!
É a mais completa experiência de vida que posso ter!
É sangue. O vermelho da flor.
O amor que me corre nas veias.
E é por isso que preciso
é por isso que preciso da arte.
E por isso sinto que não já não sei o que fazer de mim.
Não sei mais como aquietar este ser.
Não sei como deixar de ser
pétala vermelha em flor branca
ovelha negra.. ou rubra quem sabe.
Vinho inebriante.
Completamente sóbria.
Luna
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Não sei
Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos
o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar.
Cora Coralina
ou longa demais pra nós,
mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocarmos
o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja nem curta,
nem longa demais,
mas que seja intensa,
verdadeira, pura...
Enquanto durar.
Cora Coralina
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
Porra-loquice, pra mim, tem a ver com essa liberdade de ser e sentir. E a liberdade de ser e sentir pra mim só pode se concretizar em uma verdadeira experimentação dos sentimentos e cores do mundo. É deixar que a vida nos dê saculejadas e deixe o coração miúdo, apertado, as lágrimas escorrendo quase involuntariamente. Mas também é proporcionar momentos de alegria, seja profunda e intensa, ou serena e constante, conforme os rumos da vida em cada momento. Porra-loquice pra mim não é encher a cara, dar beijos coletivos ou transar a 3 ou mais. É bem maior do que isso tudo. Porra-loquice pra mim é viver com coragem o suficiente pra sentir o que a vida tem pra dar, intensamente, a cada momento. É se abrir pro mundo de possibilidades que todos os dias batem à nossa porta e que, na maioria das vezes, simplesmente ignoramos. E por tudo isso eu me considero e quero pra sempre ser porra-louca
Luna
Luna
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
poeminha
Até Deus duvida
e não sabe saber
quando a loucura acaba
ou descomeça a ser
intensa e profundamente
mudanças vão e vêm
dispo-me diariamente
de tudo o que me convém
o que será de mim
(será que um dia acaba)
e o que é de mim
será que dia pára?
Luna
e não sabe saber
quando a loucura acaba
ou descomeça a ser
intensa e profundamente
mudanças vão e vêm
dispo-me diariamente
de tudo o que me convém
o que será de mim
(será que um dia acaba)
e o que é de mim
será que dia pára?
Luna
Assinar:
Postagens (Atom)
