Desfaço-me todos os dias.
Os dias aquecem meu ser.
Meu ser enlouquece em pensamentos vãos.
De onde vem a razão?
Pra onde vão os sentidos?
A mudança é completa
Constante
Angustiante
De onde vêm os sentidos?
Pra onde vai a razão?
Refaço-me.
Ser alienígena.
Desfaço-me
terráquea errante.
Luna
terça-feira, 10 de junho de 2008
Sou a dúvida descristalizada
o futuro do talvez não venha a ser
a mutação constante
Sou amor, generoso, enlouquecido.
Luar da noite dos amantes
e sol que queima todo o dia
Sou pra sempre
Pra ontem
Por apenas um instante
E mudo-me novamente.
Sou pavor e conforto
Amor e precipício
Solução e amargura.
Sou o caos e a razão.
A loucura e a razão.
O amor e o amor.
Luna
o futuro do talvez não venha a ser
a mutação constante
Sou amor, generoso, enlouquecido.
Luar da noite dos amantes
e sol que queima todo o dia
Sou pra sempre
Pra ontem
Por apenas um instante
E mudo-me novamente.
Sou pavor e conforto
Amor e precipício
Solução e amargura.
Sou o caos e a razão.
A loucura e a razão.
O amor e o amor.
Luna
domingo, 18 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Insônia
Insônia.
Me perco na lembrança de teus beijos.
Teus lábios me tocando,
o corpo em chamas,
desejo e dor.
Dor de quem ama.
Intensa e profundamente.
Dor de quem se sabe para sempre perdida.
Em chamas, desejo e dor.
Dor de quem vê a vida ser levada,
acorrentada ao passo teu.
Dormir pra que se mesmo em sonho vens me roubar?
O sono, o teto, o riso, o lago e o olhar?
Dormir pra que, se sei que a manhã vem de mim te afastar?
Luna
sábado, 26 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
quarta-feira, 9 de abril de 2008
As baratas que eu não vejo
As baratas são a praga mais perigosa já existente. Sim, porque nem mesmo a modernidade foi capaz de destruí-la. Tivesse a guerra fria tido outro caminhar e o mundo fosse atomicamente explodido, quais seriam os asquerosos seres que pairariam na terra e substituiriam a humanidade? As baratas!
Em verdade, sempre achei que elas têm algo de maligno em seus planos. Pense bem, as baratas estão sempre em bandos (nenhum local onde se encontra uma barata, após sua devida exterminação, está livre de uma sua irmã gêmea que chegue chegando, fingindo ser a número 1). As baratas têm antenas que certamente servem à comunicação de guerra. Reparem: é só tombar uma vítima que em seguida encontramos outro soldado ou uma tropa de elite pronta ao ataque.
Acho mesmo que a guerra fria foi elaborada pelas baratas. Elas, que têm esse jeito peculiar de andar sem serem notadas, enquanto dormimos nosso sono tranqüilo, se aproveitam disto para comer os restos de comida em nossos dentes (me tornei escovadora compulsiva de dentes depois de pensar nessa hipótese) e para sussurrar idéias absurdas em nossos ouvidos. Estou praticamente convencida da ação das baratas na criação do capitalismo. Só elas, com sua organização e número, poderiam ser capazes de bolar um plano asqueroso de disseminação de idéias estranhas. É claro que o objetivo final das baratas sempre foi esta rivalidade entre capitalismo e socialismo - este último plantado na cabeça de um número mais reduzido de pessoas. Este plano mirabolante, em curso há décadas, pretendia jogar homens contra homens e fazer com que estes decidissem pela bomba atômica e o extermínio da raça humana. Só assim elas seriam dominadoras plenas do mundo.
Mas como vimos, o plano maléfico das asquerosas foi por água abaixo. Diante de um mundo não mais polarizado as baratinhas tiveramq ue se adequar à (falta de) inteligência humana. Relatórios da CIA e FBI começavam a apontar sobre as intervenções de seres externos, mas ainda não tinham reconhecido a autoria. As baratas tinham que ser mais sutis.
E foi aí que surgiu o assombro às casas de família. Você já viu algum livro de história contar sobre as baratas em casas setecentistas? Não! Pois àquela época elas se ocupavam de outras estratégias..
Hoje as baratas se reúnem e de dissipam estratégicamente. Quando menos se espera, eis que estão te espiando no banheiro da sua casa ou do trabalho.
Tenho quase certeza de que as baratas sabem que eu compreendo suas ações. Certo dia estava dirigindo quando, repentinamente, sem a menor explicação, subiu em minha perna nua - pois estava de saia - uma asquerosa melequenta! Eu estava parada no semáforo, em plena Carlos Luz, e tamanha foi minha surpresa ao encontrar a espiã em meu próprio carro que comecei a bater enfurecidamente o pé no chão do veículo. Quase me esqueci que o freio de mão não estava puxado. Ainda bem que o motorista de trás, que não estava alheio à situação política que ocorria no meu carro, avisou-me que meu carro andava como caranguejo, e que este era o sinal para o ataque das outras.
Rapidamente, em um ataque histérico, desviei-me da legião que vinha do chão e parei o carro, bem mais à frente, longe já do risco imediato de encontrá-las de novo. Precisava me recuperar da situação. Pedi ao meu namorado que dirigisse. Seu irmão prontamente atendeu ao meu pedido e exterminar a srta. ousadia que subira em minhas pernas depiladas.
Depois deste dia devo confessar que tenho evitado o contato com estes seres. Suspeito que o cargo da srta. ousadia seja alto entre as baratas e que sua morte seja pra elas uma afronta. Elas não mais me perdem de vista: trabalho, faculdade, casa. Onde quer que eu esteja, me encontro acompanhada e vigiada.
Hoje, quando andava de ônibus, pude perceber que todos os pontos de ônibus de minha linha tinham baratas aguardando. Confesso que senti certo desconforto e a desconfiança de que na verdade me esperavam saltar do ônibus.
Uma das baratas, ao ver que eu observava, passou a caminhar apenas em formato de oito. Oito é o símbolo do infinito. Aquele era, na verdade, um protesto pela morte de srta. ousadia: as baratas eram eternas, quer eu quisesse, quer não.
O cheiro da revolução se exala novamente e aguardo, apavorada, o novo ataque das asquerosas. Tento avisar aos que estão à minha volta, mas o máximo que recebo é um olhar de complacência. E os tambores abafam a morte do imperador.
Luna
Em verdade, sempre achei que elas têm algo de maligno em seus planos. Pense bem, as baratas estão sempre em bandos (nenhum local onde se encontra uma barata, após sua devida exterminação, está livre de uma sua irmã gêmea que chegue chegando, fingindo ser a número 1). As baratas têm antenas que certamente servem à comunicação de guerra. Reparem: é só tombar uma vítima que em seguida encontramos outro soldado ou uma tropa de elite pronta ao ataque.
Acho mesmo que a guerra fria foi elaborada pelas baratas. Elas, que têm esse jeito peculiar de andar sem serem notadas, enquanto dormimos nosso sono tranqüilo, se aproveitam disto para comer os restos de comida em nossos dentes (me tornei escovadora compulsiva de dentes depois de pensar nessa hipótese) e para sussurrar idéias absurdas em nossos ouvidos. Estou praticamente convencida da ação das baratas na criação do capitalismo. Só elas, com sua organização e número, poderiam ser capazes de bolar um plano asqueroso de disseminação de idéias estranhas. É claro que o objetivo final das baratas sempre foi esta rivalidade entre capitalismo e socialismo - este último plantado na cabeça de um número mais reduzido de pessoas. Este plano mirabolante, em curso há décadas, pretendia jogar homens contra homens e fazer com que estes decidissem pela bomba atômica e o extermínio da raça humana. Só assim elas seriam dominadoras plenas do mundo.
Mas como vimos, o plano maléfico das asquerosas foi por água abaixo. Diante de um mundo não mais polarizado as baratinhas tiveramq ue se adequar à (falta de) inteligência humana. Relatórios da CIA e FBI começavam a apontar sobre as intervenções de seres externos, mas ainda não tinham reconhecido a autoria. As baratas tinham que ser mais sutis.
E foi aí que surgiu o assombro às casas de família. Você já viu algum livro de história contar sobre as baratas em casas setecentistas? Não! Pois àquela época elas se ocupavam de outras estratégias..
Hoje as baratas se reúnem e de dissipam estratégicamente. Quando menos se espera, eis que estão te espiando no banheiro da sua casa ou do trabalho.
Tenho quase certeza de que as baratas sabem que eu compreendo suas ações. Certo dia estava dirigindo quando, repentinamente, sem a menor explicação, subiu em minha perna nua - pois estava de saia - uma asquerosa melequenta! Eu estava parada no semáforo, em plena Carlos Luz, e tamanha foi minha surpresa ao encontrar a espiã em meu próprio carro que comecei a bater enfurecidamente o pé no chão do veículo. Quase me esqueci que o freio de mão não estava puxado. Ainda bem que o motorista de trás, que não estava alheio à situação política que ocorria no meu carro, avisou-me que meu carro andava como caranguejo, e que este era o sinal para o ataque das outras.
Rapidamente, em um ataque histérico, desviei-me da legião que vinha do chão e parei o carro, bem mais à frente, longe já do risco imediato de encontrá-las de novo. Precisava me recuperar da situação. Pedi ao meu namorado que dirigisse. Seu irmão prontamente atendeu ao meu pedido e exterminar a srta. ousadia que subira em minhas pernas depiladas.
Depois deste dia devo confessar que tenho evitado o contato com estes seres. Suspeito que o cargo da srta. ousadia seja alto entre as baratas e que sua morte seja pra elas uma afronta. Elas não mais me perdem de vista: trabalho, faculdade, casa. Onde quer que eu esteja, me encontro acompanhada e vigiada.
Hoje, quando andava de ônibus, pude perceber que todos os pontos de ônibus de minha linha tinham baratas aguardando. Confesso que senti certo desconforto e a desconfiança de que na verdade me esperavam saltar do ônibus.
Uma das baratas, ao ver que eu observava, passou a caminhar apenas em formato de oito. Oito é o símbolo do infinito. Aquele era, na verdade, um protesto pela morte de srta. ousadia: as baratas eram eternas, quer eu quisesse, quer não.
O cheiro da revolução se exala novamente e aguardo, apavorada, o novo ataque das asquerosas. Tento avisar aos que estão à minha volta, mas o máximo que recebo é um olhar de complacência. E os tambores abafam a morte do imperador.
Luna
Crônica do Bem Estar
Estranho como venho me sentindo extremamente voraz ultimamente. Rápida e fugazmente ingiro o que me aparece: um livro, um biscoito, um pedaço de aula, meu namorado. Aliás, tenho comido vorazmente e almejo manter-me em regime..
A psicanálise me diria que estou tentando preencher meu vazio interno com a comida. Pois conto eu à psicanálise que tento assim acalmar o ser em erupção, vulcânica e constante, com a qual me identifico e no qual me espelho.
Há em mim a compulsão pela vida, em todos seus detalhes e vivências, para ser experimentada de uma só vez, e ingerida lambuzando-se. Sinto-me deliciando-me com um bom sorvete de marshmallow.
E como é doce minha lambança!
Luna
A psicanálise me diria que estou tentando preencher meu vazio interno com a comida. Pois conto eu à psicanálise que tento assim acalmar o ser em erupção, vulcânica e constante, com a qual me identifico e no qual me espelho.
Há em mim a compulsão pela vida, em todos seus detalhes e vivências, para ser experimentada de uma só vez, e ingerida lambuzando-se. Sinto-me deliciando-me com um bom sorvete de marshmallow.
E como é doce minha lambança!
Luna
segunda-feira, 17 de março de 2008
sexta-feira, 14 de março de 2008
Eu te amo!
E o grito soou, no meio da noite, como um desabafo ao desamparo.
Aquele momento desconcertante.
E agora?
Agora ele sabe!
E soube. E para sempre. E como soube para sempre, nisso deu de pensar. E por mais que ela lhe falasse que era apenas êxito do gozo da noite e do prazer que sentira, a semente estava plantada.
A semente foi plantada naquele mesmo vaso, onde se plantam os sentimentos.
No vaso dele tinha semente de medo. Como quase todo vaso de homem, tinha plantado uma enorme vontade de não se envolver. A semente da insegurança era agora planta rufosa.
A sementinha do amor, tadinha, essa era só sementinha. Mal plantada, antes daquela aparição inesperada no meio da noite.
No vaso dela também tinha o medo. Semeado por muitos anos e homens. Tinha um medo enorme, planta feita. Chamava-se auto suficiência, catalogada em livros de ciência.
Essa ela regava diariamente. Tinha lido que assim se evitavam as populares ervas-daninhas-do-sofrimento.
Afinal de contas, seu jardim devia estar vistoso. Como poderia alguém se interessar por desertos áridos de terra sem vida?
A tal sementinha do amor, no entanto, quase em situação miraculosa, com intervenção de santo e padre, acabou se plantando.
No vaso dela foi primeiro, chegando-se e aconchegando-se, como se fosse sua casa, no meio do terreno árido. Que diabos aquela planta acha que é pra sobreviver à aridez que lhe impus?
Mas ali permaneceu. Sozinha.
Em sua terra não havia muita água.
Era um semi-árido que só findava no oásis da solidão e da auto-suficiência.
Atrevida como só ela, deu de querer viver. Ignorando avisos e descasos brotou. Agora era folhinha e não apenas semente. Dia após dia foram nascendo outras folhas.. outros ramos... outros galhos. A plantinha se exaltava quando, ao acordar, percebia o próprio crescimento. E se sacudia inteira, comemorando cada vitória. Ela sabia que era a alegria das vitórias sua única arma para a aridez do terreno.
Pra comemorar, Mariazinha, como fora apelidada pelas outras plantinhas do vaso, balançava-se, entregando-se ao vento. E trazia pra si a atenção. Quanto mais crescia, mais vistosa se tornava, e mais atenção chamava.
Em uma bela madrugada Mariazinha acordou. Olhou para o lado e ai meu deus!! todo um galho surgira, como mágica, ao seu lado esquerdo. Em um grito de felicidade lançou-se aos ventos e comemorou! Sentia-se forte e poderosa. Deu um grito, que soou fundo da noite escura!
Eu te amo!
o desabafo no desamparo.
Joãozinho, no vaso dele, ouviu. E deu de querer responder. Ele já ouvira de longe aquela voz. Reconhecia de longe sua amada. Sonhava diariamente em conhecê-la. Seria possível um dia criar pernas e libertar-se, correr para a beirada e gritar: Eu também!
Mas e se não fosse ele?
Joãozinho jamais vira Mariazinha. Escutara uma vez seu nome e nunca mais se esquecera.
(continua em capítulos a serem descobertos)
Luna
E o grito soou, no meio da noite, como um desabafo ao desamparo.
Aquele momento desconcertante.
E agora?
Agora ele sabe!
E soube. E para sempre. E como soube para sempre, nisso deu de pensar. E por mais que ela lhe falasse que era apenas êxito do gozo da noite e do prazer que sentira, a semente estava plantada.
A semente foi plantada naquele mesmo vaso, onde se plantam os sentimentos.
No vaso dele tinha semente de medo. Como quase todo vaso de homem, tinha plantado uma enorme vontade de não se envolver. A semente da insegurança era agora planta rufosa.
A sementinha do amor, tadinha, essa era só sementinha. Mal plantada, antes daquela aparição inesperada no meio da noite.
No vaso dela também tinha o medo. Semeado por muitos anos e homens. Tinha um medo enorme, planta feita. Chamava-se auto suficiência, catalogada em livros de ciência.
Essa ela regava diariamente. Tinha lido que assim se evitavam as populares ervas-daninhas-do-sofrimento.
Afinal de contas, seu jardim devia estar vistoso. Como poderia alguém se interessar por desertos áridos de terra sem vida?
A tal sementinha do amor, no entanto, quase em situação miraculosa, com intervenção de santo e padre, acabou se plantando.
No vaso dela foi primeiro, chegando-se e aconchegando-se, como se fosse sua casa, no meio do terreno árido. Que diabos aquela planta acha que é pra sobreviver à aridez que lhe impus?
Mas ali permaneceu. Sozinha.
Em sua terra não havia muita água.
Era um semi-árido que só findava no oásis da solidão e da auto-suficiência.
Atrevida como só ela, deu de querer viver. Ignorando avisos e descasos brotou. Agora era folhinha e não apenas semente. Dia após dia foram nascendo outras folhas.. outros ramos... outros galhos. A plantinha se exaltava quando, ao acordar, percebia o próprio crescimento. E se sacudia inteira, comemorando cada vitória. Ela sabia que era a alegria das vitórias sua única arma para a aridez do terreno.
Pra comemorar, Mariazinha, como fora apelidada pelas outras plantinhas do vaso, balançava-se, entregando-se ao vento. E trazia pra si a atenção. Quanto mais crescia, mais vistosa se tornava, e mais atenção chamava.
Em uma bela madrugada Mariazinha acordou. Olhou para o lado e ai meu deus!! todo um galho surgira, como mágica, ao seu lado esquerdo. Em um grito de felicidade lançou-se aos ventos e comemorou! Sentia-se forte e poderosa. Deu um grito, que soou fundo da noite escura!
Eu te amo!
o desabafo no desamparo.
Joãozinho, no vaso dele, ouviu. E deu de querer responder. Ele já ouvira de longe aquela voz. Reconhecia de longe sua amada. Sonhava diariamente em conhecê-la. Seria possível um dia criar pernas e libertar-se, correr para a beirada e gritar: Eu também!
Mas e se não fosse ele?
Joãozinho jamais vira Mariazinha. Escutara uma vez seu nome e nunca mais se esquecera.
(continua em capítulos a serem descobertos)
Luna
Amor é a coisa mais estranha que nos pode acontecer.
Esse trem estranho
Chega devagarinho
Sem dar notícia de si.
De repente, quando se vê
ali ele já se instalou
No coração criou raízes
tão profundas que o envolvem por inteiro
e não é mais possível
escapar-lhe o sofrimento.
Mas junto com ele
vem todo o mundo
azul, verde, cor de rosa
e cor de pitanga
madurinha, gordinha
que a gente morde, deliciando-se
e o caldo escorre pelas mãos
amor é pra ser ser vivido assim
como pitanga madura colhida do pé
mordida com vontade
e fazendo escorrer desejos
(chupa essa pitanga!)
Luna
Esse trem estranho
Chega devagarinho
Sem dar notícia de si.
De repente, quando se vê
ali ele já se instalou
No coração criou raízes
tão profundas que o envolvem por inteiro
e não é mais possível
escapar-lhe o sofrimento.
Mas junto com ele
vem todo o mundo
azul, verde, cor de rosa
e cor de pitanga
madurinha, gordinha
que a gente morde, deliciando-se
e o caldo escorre pelas mãos
amor é pra ser ser vivido assim
como pitanga madura colhida do pé
mordida com vontade
e fazendo escorrer desejos
(chupa essa pitanga!)
Luna
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