quinta-feira, 11 de setembro de 2025

me sinto um cavalo selvagem
correndo sem saber minha direção 
desejando antes de tudo 

a       s  e  l  v  a  g  e  r  I  a

não limitar
explodir em desejo
desobedecer
desorganizar

a única educação que recebi foi a dos moldes
só a selvageria me devolve
vórtice, vulcão, lava, tempestade incontrolável 
que a tudo inunda e nunca pede licença 
brota em toda parte
emana em todo lugar
faz o limite rir-se
ele mesmo imerso no gozo incontrolável da vida -
poder obscuro da eternidade 

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